— Por que você quer Rivotril? — pergunta o médico.
— Porque preciso estudar e passar em um concurso público."
Trecho da reportagem Tarja preta: dose, remédio ou veneno? do Diário Catarinense.
Aconselho a lerem a reportagem antes de continuar meu post.
De qualquer forma vou citar alguns dados: uma pesquisa do Ministério da Saúde, diz que o medicamento Rivotril é o segundo mais vendido em nosso país. Para quem não conhece, este remédio é um tranquilizante, para acabar com a ansiedade, insonia, etc.
Quem não quer acabar com as neuras do dia a dia? Dormir tranquilo a noite? Todo mundo. E acho que ai entra a maior parte da polêmica. Rivotril virou modinha. E modinha entre todas as classes sociais.
Existem caso sim, onde a necessidade de um medicamento desses se faz presente, mas na maioria ela vem mesmo de indicações de amigas, parentes e acaba sendo receitada e usada, muitas vezes em que soluções menos drásticas poderiam s
er tomadas. O Rivotril é um remédio tarja preta.
Minha irmã tem convulsões. Depois de dúzias de exames um dos médicos receitou Rivotril, porque chegou-se a conclusão que a causa era psicológica. Ansiedade. Resolveu?!? Claro, a menina virou um zumbi, com algumas gotas ficou com tanto sono que pronto. Dormiu, dormiu, dormiu. Acabou a ansiedade. Acabou o problema? Não.
Acho que sou muito radical quanto a medicamentos desse tipo, pra mim em 90% dos casos é apenas tapar o sol com a peneira, adiar os problemas, deixar para depois. Se o Rivotril é a nova moda, depressão é o nosso pretinho básico.
Não quero dizer aqui, que todo mundo que usa esses remédios está fugindo dos seus problemas, mas a maioria sim. Você parou para pensar que ao invés de tentar mudar as coisas na própria vida, suas atitudes, pensamentos, está tomando um remédio que te faz 'ignorar' os problemas e seguir em frente? Até quando?
A alguns anos atrás eu tive depressão. Ninguém está a salvo disso e não acho que seja frescura. Acontece. Sofri. Mas optei por conversar, pensar e botar as coisas em rumo sem tomar remédios. Em nenhum momento achei que foi fácil. Mas sou uma pessoa mais segura dos meus sentimentos e dos meus problemas agora.
Fico pensando se tivesse optado pelos remédios. E que tivesse parado de tomar eles depois da falsa sensação de bem estar. Como eu estaria hoje?
Gostaria de saber a opinião de vocês quanto a esse assunto.
De qualquer forma vou citar alguns dados: uma pesquisa do Ministério da Saúde, diz que o medicamento Rivotril é o segundo mais vendido em nosso país. Para quem não conhece, este remédio é um tranquilizante, para acabar com a ansiedade, insonia, etc.
Quem não quer acabar com as neuras do dia a dia? Dormir tranquilo a noite? Todo mundo. E acho que ai entra a maior parte da polêmica. Rivotril virou modinha. E modinha entre todas as classes sociais.
Existem caso sim, onde a necessidade de um medicamento desses se faz presente, mas na maioria ela vem mesmo de indicações de amigas, parentes e acaba sendo receitada e usada, muitas vezes em que soluções menos drásticas poderiam s
er tomadas. O Rivotril é um remédio tarja preta.Minha irmã tem convulsões. Depois de dúzias de exames um dos médicos receitou Rivotril, porque chegou-se a conclusão que a causa era psicológica. Ansiedade. Resolveu?!? Claro, a menina virou um zumbi, com algumas gotas ficou com tanto sono que pronto. Dormiu, dormiu, dormiu. Acabou a ansiedade. Acabou o problema? Não.
Acho que sou muito radical quanto a medicamentos desse tipo, pra mim em 90% dos casos é apenas tapar o sol com a peneira, adiar os problemas, deixar para depois. Se o Rivotril é a nova moda, depressão é o nosso pretinho básico.
Não quero dizer aqui, que todo mundo que usa esses remédios está fugindo dos seus problemas, mas a maioria sim. Você parou para pensar que ao invés de tentar mudar as coisas na própria vida, suas atitudes, pensamentos, está tomando um remédio que te faz 'ignorar' os problemas e seguir em frente? Até quando?
A alguns anos atrás eu tive depressão. Ninguém está a salvo disso e não acho que seja frescura. Acontece. Sofri. Mas optei por conversar, pensar e botar as coisas em rumo sem tomar remédios. Em nenhum momento achei que foi fácil. Mas sou uma pessoa mais segura dos meus sentimentos e dos meus problemas agora.
Fico pensando se tivesse optado pelos remédios. E que tivesse parado de tomar eles depois da falsa sensação de bem estar. Como eu estaria hoje?
Gostaria de saber a opinião de vocês quanto a esse assunto.


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